
ORAÇÃO SEM SUJEITO
Helder Bentes
Hoje acordei com a maldade me puxando o cabelo
E quebrando meu pescoço a me esfregar na cara
O dia que chegou sem Sol:
"Olha, desgraçada, a neblina à tua volta" –
Disse a realidade com uma cara que não era a tua
Eu indiferente, sem reação e com a mágoa nua,
Mais do que antes de haver te conhecido,
Senti-me morta!
Nem me lembrava mais como era este antes
Que o tempo tirano trouxe de volta quando te levou
Sinto-me sem direitos, injustiçada e me pergunto:
Que fazia eu de imperfeito?
E os cem porquês são sem respostas
Porque eus líricos amadores não têm méritos nesta vida
Em que se vive pra morrer
Em que se consegue menos do que se tenta
Em que ao bem o mal vem com voz violenta
E invade o canal afetivo da mulher
Vomitando sangues e escarros
Abrindo crateras no peito
Lacrimando o leito
Coibindo o jeito
De amar, oração sem sujeito...
Helder Bentes
Hoje acordei com a maldade me puxando o cabelo
E quebrando meu pescoço a me esfregar na cara
O dia que chegou sem Sol:
"Olha, desgraçada, a neblina à tua volta" –
Disse a realidade com uma cara que não era a tua
Eu indiferente, sem reação e com a mágoa nua,
Mais do que antes de haver te conhecido,
Senti-me morta!
Nem me lembrava mais como era este antes
Que o tempo tirano trouxe de volta quando te levou
Sinto-me sem direitos, injustiçada e me pergunto:
Que fazia eu de imperfeito?
E os cem porquês são sem respostas
Porque eus líricos amadores não têm méritos nesta vida
Em que se vive pra morrer
Em que se consegue menos do que se tenta
Em que ao bem o mal vem com voz violenta
E invade o canal afetivo da mulher
Vomitando sangues e escarros
Abrindo crateras no peito
Lacrimando o leito
Coibindo o jeito
De amar, oração sem sujeito...
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