Abro o word como quem abre o coração,
Como quem abre mãos ao vazio
E vai maculando a paz com o cio
Das paixões turvas sem atenção.
É o papel o corpo que tateio e amo cego
Com as vendas do amor que se me rasga,
Como se não me bastasse carências do ego,
Essa fenda de dor infinda que me traga.
Penetra-me o feno amargo, gritante e fedido
Que alimenta as vacas que não dão cria.
E ver-te assim do meu peito desprendido...
Ah, meu Deus! É contra-vondade que resta,
Enquanto vaca outra que dá cria
Goza o meu prazer em tua testa.
A Poesia produz reflexão e verticalidade de pensamento que beneficiam o leitor de forma incomum. Dominar o sentido de um poema, em abrangência aceitável, é apreender um mundo de informações e deter um conhecimento que se configura em formas e medidas variadas de domínio, que vão desde a simples verdade cotidiana ao pensamento complexo, voltado para reflexões que privilegiam verdades impalpáveis do homem.
quinta-feira, 31 de janeiro de 2008
Este poema é o grito de dor simultâneo ao que magoa, quando, não satisfeito com a morte, o cadáver do eu suicida-se. Que seja útil neste mundo como nocivo fora o amor no peito da teimosia.
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